Lição de história… com quem a presenciou!

Dia desses recebo um e-mail SENSACIONAL do amigo Roberval Maimone. Ele, navegando pelo blog, mandou-me um maravilhoso relato sobre algumas camisas do Palmeiras. Tentei, baseado em seus relatos e imagens reproduzir as camisas aqui!

“Outra observação diz respeito à camisa 3, aproveitando claro a oportunidade para parabenizá-lo pelos posts em homenagem ao aniversário de 95 anos.

Desde a década de 1930 o Palmeiras adotava a gola em “V”, salvo raríssimas excessões (e põe raríssimas excessões nisso) nas camisas verde e branca… mas a rigor, ainda que não se fizesse menção alguma a adotar uma “terceira camisa” para a Libertadores, já que a palavra marketing simplesmente não existia naquela época, o Palmeiras, nas Libertadores de 68, 71 a 73 vestiu uniformes que poderiam ser considerados como “terceiros uniformes”, com padronagens bastante diferentes daquelas utilizadas nos jogos normais do Paulistão ou do Campeonato Brasileiro naqueles anos…

Lembro muito bem que em 1968, o Palmeiras utilizou, apenas na Liber, mangas longas e golas polo brancas, padronagem exclusiva para aquela Libertadores. Pouquíssimas vezes, apenas, o Palmeiras utilizou este padrão de mangas e gola, por exemplo contra o gambá em abril de 71, naquele famoso 3×4, melhor esquecer (rsrs), e no jogo de entrega das faixas aos Campeões Brasileiros de 1969.

Na Liber de 71 o Palmeiras utilizou golas redondas e um verde mais claro (semelhante ao da Diadora de 2003), além das meias brancas. A Liber terminou pra gente em abril e o Palmeiras abandonou aquela camisa… lembro muito bem que fiquei maravilhado com aquele tom de verde, com as golas redondas e especialmente com as meias brancas que vi pessoalmente no 0×3 para o Nacional-URU no Pacaembú que praticamente nos elminou da disputa daquele campeonato.

Na Liber de 73, e somente nela, novamente a mudança básica ocorreu na gola, passando da gola redonda então usual desde 1972 para uma gola “Y”, cujo vértice do “V” se alongava em Y até a metade do peito … muito bonita também.

No site Palestrinos do amigo Ezequiel e também na seção “que fim levou” do site do Milton Neves dá pra matar a saudade e a curiosidade sobre aquelas camisas, ainda que não haja fotos coloridas delas.”

Depois dessa aula, só posso agradecer ao Roberval por ter contribuído com a memória das camisas do Verdão… e, que venha mais e mais histórias!


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