A camisa de 1917

Diz a história do Palmeiras que nosso primeiro manto, utilizado no amistoso contra o Savóia de Votorantim, foi este aqui. Eu, sinceramente, soube da veracidade desta história a pouco mais de 10 anos. Pra mim, “la prima maglia” sempre foi a camisa abaixo

Bom, mas o real motivo deste post é mostrar uma camisa muito pouco conhecida pela maioria dos torcedores (inclusive eu a desconhecia até ler o sensacional livro do Fernando Galuppo, Alma Palestrina - que conta a história de um dos nossos maiores craques, Heitor Marcelino).

Pra mim, essa camisa é um verdadeiro clássico… uma jóia que as empresas que detém o poder de confeccionar camisas do Palmeiras, poderia reeditá-la. Pelo que pude pesquisas, esta camisa foi usada por, no máximo um ano (entre 1917 e 1918) já que existem registros de outros modelos nestes dois anos.

O site Palestrinos é uma fonte interminável de imagens raras e sensacionais. Não poderia me furtar em publicar aqui uma dessas imagens maravilhosas.

Neste mesmo livro do Galuppo, consta uma foto que não localizei em nenhum outro site onde, nitidamente, o escudo é exibido com as cores invertidas (miolo em verde e letras P e I em branco). Historiadores de plantão, nos ajudem a descobrir a veracidade!


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O cuidado com o nome do jogador numa camisa

Lendo notícias sobre o atual imbrólio de um dos atacantes do Palmeiras, me veio à cabeça todo esforço de tempo e grana despendido pela atual diretoria em repatriá-lo e agora, usando como desculpa esfarrapada e generalizando a ação de 3 ou 4 marginais como sentimento e representatividade da torcida do Palmeiras… pois bem, lembro-me das ações de marketing e venda de produtos com seu nome, utilização de imagens em diversos sites, blogs… até declarações do tipo “que me arrepio só de usar esta camisa…” pura bobagem.

Tivemos e temos exemplos de jogadores que, realmente, merecem estampar seu nome às costas do manto sagrado alviverde. Não vou citar nomes para não cometer o sacrilégio de esquecer de algum.

Uma pena que, essa onda de “nome na camisa” é relativamente nova no Brasil. Pra dizer a verdade, o Palmeiras começou a utilizar este expediente em meados de 1998, na Copa Mercosul… vou resgatar a imagem.

Depois, em momentos não contínuos, voltamos com o nome na final do Intercontinental de 1999, como no exemplo abaixo:

Em 2000, na Libertadores, também utilizamos essa  “nova onda”

Claro que não houveram só essas… de 2000 até agora, utilizamos vários modelos, mas aqui estou apenas apontando alguns para que você, torcedor, reflita bem quando for comprar uma camisa do “craque da moda”.

Quer homenagear um craque de verdade, quando comprar sua camisa e, por exemplo, ela tiver o número 10 às costas, pense em colocar nomes como Ademir da Guia, Alex, Valdívia… se for 9, pense em Evair, Cesar… 7, Edmundo, Rodrigues, Edu… se for 25, lembre do Galeano! Cuidado com os “craques da moda”… você não vai querer uma camisa manchada para sempre, vai?


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